Fernando's profileMinha vida antes dos 30.PhotosBlogLists Tools Help

Fernando Garcia

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Minha vida antes dos 30.

O que eu fiz e deixei de fazer antes de virar gente.
May 25

O superaquecimento global na minha vida.

Atualmente, o assunto do superaquecimento global é a pegada. Se você está em alguma festa ou encontro de profissionais e quer falar sobre assuntos inteligentes ou que gerem polêmica (ou seja, não importa a opinião, ninguém está 100% certo ou errado), é só falar sobre o superaquecimento. É divertido porque se você não está naqueles dias nos quais acordamos dizendo “P#RRA, CARAL#%, QUE DIA MARAVILHOSO PRA IR NUMA REUNIÃO DE NEGÓCIOS CONVERSAR HORRORES COM TODOS OS BUSINESS MEN E FAZER AQUEEELE MONTE DE AMIZADES NOVAS!!!”, você joga o verde e o pessoal continua.

Apesar de se algo comentado como problema quando acontece um tsunami ou quando se mostra o video de uma geleria quebrando, percebi que o esquema do superaquecimento e mudanças drásticas de temperatura são coisas muito mais comuns em minha vida do que apenas conversa para fazer business man dormir. Não andei com um termômetro na mão para dizer “olha, pico de temperatura!!” ou “mayday! mayday!” (aquilo que eles falam quando o avião está caindo velozmente), mas parei para ver os altos e baixos onde eu passei momentos frios e calorosos no mesmo dia. Vamos à alguns exemplos:

 

1) Condições geográficas: Essas são as mais perceptíveis. Desde os altos sete andares do meu prédio, que quando saio daqui está aquele frio do cão, até o subsolo do metrô, onde está um forno, a temperatura tem picos e quedas absurdas. Fora que na Avenida Paulista, a temperatura em geral deve ser uns 6 ou 7º a menos que no local onde estudo na zona leste. Se não fosse a minha preguiça de tirar e colocar o moleton durante as variações, eu já estaria musculoso.

 

2) Condições temporais: As segundas mais perceptíveis. As 7 da manhã, quando saio de casa, tudo na rua parece o set de gravação de “A Era do Gelo 3” (se fosse realmente filmado), ou Silent Hill, pela névoa. 7:30, na faculdade, o filme “Fogo de Dante” poderia ser gravado na minha faculdade, porque só falta a água da fontezinha evaporar (e tem dias que ela está vazia. Será que já evaporou?).

 

3) Condições de paciência: Essas são as mais irritantes, pois você não consegue controlar. Por exemplo, quando você entra numa sala antes de falar com alguém importante sobre um assunto importante, que você fica na salinha de espera e aquele ar condicionado parece que diminuiu de 25ºC para -802ºC, é simplesmente impossível fazer o joelhinho parar de tremer, você começa a batucar com as mãozinhas e finge que batica super rápido pra não mostrar que não é batuque, é tremedeira de frio. Quanto mais tempo demora, mais frio fica. Já quando você marca de sair com alguém e faz a burrada de marcar na frente da balada, por exemplo, o efeito é o contrário.As pessoas passam, olham pra você alí parado, isso quando não pergunta se você faz programa, passam, olham de novo, dão risadinha, e cadê o inferno da pessoa que era para estar alí há algumas horas atras?? Ela só chega depois que você desistiu de ter auto estima, depois que você já está sentindo uns 200ºC de tanto nervoso e raiva, pensando se valia a pena esperar ou se seria melhor ter vazado.

 

4) Condições de falta de QI alheio: Essas são as condições que mais tentamos disfarçar, mas é difícil. Essa é quando você está à temperatura ambiente. Daí alguém chega e pergunta alguma coisa boba. Você, na maior das boas vontades, explica, e a pessoa erra de novo. Não contente, você volta a explicar querendo que aquela pessoa não faça mais a mesma caca, já que errar é humano, mas repetir o erro é burrice. Ainda assim, o indivíduo vai lá e faz a “Caca Reloaded”. A cada cacada do cara, você aquece uns 20º, ou seja, quando chega a 100º, você está em ebulição e fala um monte, e não tem jeito.

 

Olhar para os exemplos nos leva a pensar coisas do tipo “será que se as pessoas chegassem no horário que marcamos na balada, ou se fosse menos burras, o mundo estaria mais friozinho? Teríamos mais geleiras?” ou se todas as gelerias se forem, moraremos em palafitas? Muitas questões. O negócio é que o discutir o aumento ainda é um assunto interessante e ainda não temos respostas definitivas. Ou será que já?

January 22

Carinho, carência e sofás.

Uma bela noite fresca, eu e uma amiga estávamos no salão(zinho) de festas do prédio dela, porque seu apartamento estava uma verdadeira zona de tanta coisa jogada e ela não queria que eu visse seu quarto bagunçado, já que minha vida se dividiria em “AQ” e “DQ”: “Antes do Quarto” e “Depois do Quarto”, segundo ela. Lá começamos a falar de várias coisas, daí entramos nos assuntos pessoais e nas dificuldades de achar a pessoa certa (ou quase certa).

 

Comparamos a pessoa certa com um “sofá ideal”, ou seja, aquele com material e conforto que você quer. Algumas pessoas precisam sentar e experimentar vários sofás antes de decidir qual é o ideal para levar pra casa. Outras, assim que se sentam, já sabem que é aquele. Há ainda outros que sentam em um sofá, gostam, mas não querem sair da loja antes de experimentar TODOS os sofás do local, e o que geralmente acontece é que quando voltam ao modelo que agradou, este, já paradinho ali por algum tempo, acabou sendo vendido e não adianta chorar pelo leite derramado. Também existem alguns doidos que sentam em um sofá, JURAM que aquele sofá foi feito especialmente pra eles e nada no planeta Terra mudará esta opinião, e na maioria dos casos, nem os próprios sofás agüentam o peso do bundão. É sempre assim, um paradoxo de opiniões.

 

Bom, eu e a amiga, no caso, parecemos (ou acreditamos) ser mais normais que esses casos. Nem acomodados para não sentar em nenhum sofá, nem hiperativos pra querer experimentar todos, ou seja, somos “moderados”. O problema é que depois que você entra na loja de móveis (quando você começa a namorar e tal) você não sai mais até encontrar o sofá ideal. Quando você é criança, você só é criança, depois tudo se divide em “estou solteiro” e “estou compromissado”. Uma meleca, mas é assim que acontece e não adianta negar.

 

O negócio que pega é aquele esquema de “quem eu quero não me quer”. Talvez o problema maior nem seja o “não me quer”, mas sim o “me quer, mas não agora”, porque isso deixa aquele gancho que você não sai, mas também não engrena de vez. E isso é irritante, deixa a gente louco e a gente xinga, bloqueia, volta, fala, chama pra sair, dá bolo ou leva bolo, e por aí vai. Momentos chatos, porém que fazem o sangue correr mais nas veias, deixa o rosto corado, machuca os dedos do pé e quebra alguns objetos (durante as crises de revolta) e depois que passa até dá saudade, mas o “durante” acaba com a nossa vida. O esquema desse “eu te quero, mas depois” enlouquece porque a pessoa marca você, mas marca de marcar mesmo, tipo aqueles espetinhos com inicias na ponta que esquentam na brasa e usam pra marcar os bois: nos aquece, nos machuca e nos marca.

 

A marcação pode ainda render algumas situações, como momentos melosos, momentos de raiva, ligações que depois de colocar o telefone no gancho nos perguntamos “o que eu tinha na cabeça pra falar isso??!!” Minha amiga, por exemplo, chegou ao ponto de pegar o telefone, ligar para o sofá amado (que hipoteticamente seria o sofá ideal ou ela achou que ia ser) e pedi-lo em casamento. Imaginem a cena, você chega em casa e seu celular toca, toca, toca... Você atende e a primeira coisa que você ouve é “chamada a cobrar. Para aceitá-la continue na linha após a identificação” (brincadeira, gente!! Começa agora nessa segunda parte) “você é o homem da minha vida! Casa comigo? Eu to apaixonadaaaa!! Por favorrr!!!”. Conhecendo minha amiga como eu conheço (sem modéstia ou puxação de saco, linda, charmosa, inteligente, “pra casar”), seria a coisa mais meiga do planeta, mas a ação corajosa não rendeu frutos. Claro, seria meigo depois de você desligar e pensar algumas vezes para tentar entender se aquilo foi verdade ou trote. Mas ela acabou pensando mais um pouco e achou que preferia um sofá de uma coleção mais nova, já que esse do caso era um tanto “vintage”, e acabou mudando de idéia. O problema, tanto dela como de qualquer outro, é que o mercado de sofás anda tão instável e os consumidores andam tão exigentes que é difícil achar um sofá pra você em meio a tantos, daí acabamos escolhendo um que é por encomenda e estes demoram muito mais para chegar no conforto da nossa casa.

 

Começamos a comparar essas pessoas marcantes de “sofás”, porque é isso que elas deveriam ser, por vários motivos:

 

1)      Deveriam estar a venda. A gente entra, escolhe, paga e ele vem! Nada de pensar, refletir ou reclamar.

2)      Deveriam ficar onde quiséssemos, paradinhos ali na sala pra você sentar do lado a hora que quer.

3)      Deveriam se adaptar a nós e não causar problema, igual o sofá se molda conforme a bunda sentante.

4)      Deveriam ser fixos.

5)      Deveriam permitir que os mandássemos pro conserto e recebermos de volta uma semana depois, novinho.

6)      Deviam poder ser arrastados pra onde quiséssemos.

7)      Deveriam ser NOSSOS.

 

Mas não é bem assim que acontece. Na hora de marcar esses sofás xaropes de volta, eles ainda querem fazer bumbum doce e fingem não deixar, numa pseudo-liberdade criada por eles. Quando estamos enganchados eles também estão, embora façam toda essa carinha de “não temos nada”. Em suma, você está marcado como um boi, daí você pega o seu espetinho e vai lá queimar o seu sofá especial e ele toma o espetinho da sua mão e diz “nemmm ferrando!! Você não vai me marcar!” viram o espetinho pra dentro, se queimam eles mesmos e devolvem, ainda fazendo aquela carinha de “humpf! Viu? Eu que mando!” Independentemente da ordem, o resultado é o mesmo.

 

É estranho pensar que essas pessoas vão tirar noites de sono mais cedo e estarão do lado fazendo a gente dormir mais tarde. Isso se ainda não for o nosso sofá ideal, onde toda a briga virará história de filme, um DVD com as cenas do casamento e uma vivência junta até os últimos momentos. Pensar nisso as vezes dá até um aperto.

 

Enfim, esse é um assunto que vai longe, mas queria registrar como conseguimos comprar móveis a uma situação tão pessoal, ainda mais discutindo como somos complicados e como complicamos o que nem sempre é tão difícil. Mas um dia eu resolvo isso. Ou eu caso ou eu abro uma movelaria e pronto.

January 11

Dez coisas para não se fazer quando se está conhecendo alguém.

A internet chegou e dominou os lares de todos. Junto com a liberdade do tráfego de informações também veio a liberdade de expressão. Ou seja, se você tinha alguma coisa entalada na garganta e precisava falar isso pra alguém, a internet é o lugar! Se você tinha vergonha de ver o que vendem na sex shop, agora você pode fazer isso sem sair de casa! E se você não tinha coragem de sair paquerando pessoas por aí, agora você pode também, através de bate papo virtual onde você não precisa ficar com vergonha!

Sem tempo e sem ânimo de sair por ai pra conhecer pretendentes e realizar dinâmicas e entrevistas, igual se faz pra conseguir uma vaga de trabalho, resolvi tentar conhecer pessoas virtualmente. A minha lista de pretendentes virtuais não chega aos pés da lista de gafes, anotadas após cada conversa individual. Veja alguns dos itens que mais preocupam, ou queimam mais filme, quando se está conhecendo alguém:

1) Não fique falando do(a) ex! Esse é o primeiro e o pior deles. Não tem coisa pior do que, durante a conversa, a pessoa começar com aquele tal de “ai, estou catando os pedacinhos do meu coração quebrado”, ou então, quando você fala “você curte a banda tal?” e a vítima responde “meu ex adorava...” Dá vontade de dizer “então passa aqui o MSN do teu ex que eu vou conversar com ele, que deve ser mais interessante que conversar com você”. Ex é ex. Se fosse bom, ou se fosse pra dar certo, não seria ex. E encerre o assunto aí.

2) Não seja depressivo. As pessoas se conhecem e querem conhecer outras para uma amizade e um futuro relacionamento, não para acabar tendo vontade de cortar o pulso ou pular de 10º andar. Pessoas normais querem se relacionar para viverem grandes emoções, e não entrar em depressão profunda. Muitas vezes começa com aquele “estou carente” e “terminei faz uma semana”, o incrível é que terminam e já correm atrás de alguém pra substituir... imagine quanto tempo uma pessoa dessa veste preto quando está de luto? 15 minutos? Depois contam toda a história da vida e por incrível que pareça, o mundo conspira contra ela. Se eu quisesse drama eu veria na TV.

3) Não fique usando diminutivos. Não existe coisa mais irritante que isso. Chega uma hora que eles param de ser fofinhos e começam a ficar depreciativos, e isso não demora pra acontecer. Começa com “estou tristinho” ou “tão bonitinho”, e começam pra “dar uma saidinha pra pegar um filminho com uma pipoquinha e dar um beijinho” e por aí vai. Aí você já começa a pensar que a pessoa é bonitinha, legalzinha (o que já não é muito) e você acaba pensando que relacionamento vai ser legalzinho... mas não vai ser aquilo tudo que você espera, já que tudo é “zinho” pra essa pessoa. Todo mundo quer viver uma puta experiência e não qualquer experienciazinha. Então largue a mão da síndrome de inferioridade e use o diminutivo quando ele realmente tiver efeito fofinho.

4) Não assuma uma posição de auto-suficiente demais. Aquelas pessoas que o trabalho não é tão bom quanto elas, que não utiliza 1% de seu enorme potencial, ou que os ex não eram de nada, porque como eles(as) adoram dizer, “eu me valorizo!”, o tesouro é tão, mas tão valorizado que até hoje ta sozinho senão não estaria ali falando com você. Se o cidadão é tão bom assim, ele que saia com ele mesmo, porque só ele vai se ligar no dia seguinte, se mandar flores e continuar repetindo pra si mesmo o quão bom ele, afinal, ele não foge dele mesmo. É o par ideal.

5) Não tenha foto falsa ou extremamente bem tirada. Ter fotos de tudo quanto é tipo é essencial. Algumas pessoas têm aquelas fotos que não se sabe o porquê e nem a ciência sabe explicar, mas que naquele dia, naquela lua cheia, devido ao alinhamento dos planetas e a numerologia obtida somando o número do dia atual com a hora da foto e a quantidade de megapixels da câmera a foto saiu extremamente boa e o cidadão a colocou na internet. O resultado é SEMPRE catastrófico. Enquanto você enxerga um monumento grego, do outro lado da tela está uma criatura de fábula que já voltou a ser abóbora e todo mundo já sabe que pau que nasce torto nunca se endireita. Mostre logo a sua cara como ela é todos os dias e se a pessoa gostar, não tem erro. Se não gostar, paciência. Próximo da fila.

6) Não seja o(a) sofredor (a). Outro assunto que deixa qualquer um puto da vida e dá aquela vontade de excluir e bloquear é conversar com sofredores. Você trabalha, mas o trabalho deles é MAIS DIFÍCIL, você mora com alguém xarope, mas a pessoa com quem eles moram é MAIS XAROPE! Você não se dá bem com familiares porque sua família está passando por uma crise, eles ESTÃO SOFRENDO MAIS E A FAMÍLIA DELES É PIOR! Chega uma hora que cansa, você diz que vai até o forno pegar o bolo que terminou de assar e nunca mais aparece online naquele MSN.

7) Não seja radical demais, principalmente quando for no sentido negativo. Se te perguntarem se você fuma, se você sai, se você curte o filme tal, não venha com “ODEEEEEEEEEIOOOOOOOOOOO!!!”. Não existe coisa mais insuportável que gente que odeia ou ama demais as coisas. Claro, é sempre legal saber de uma ou outra mania ou conhecer algo que você ou ele(a) sejam aficionados, o que não dá são aqueles papos assim:

Entrevistador para a vaga de parceiro amoroso: “você curte balada?”

Candidato à vaga: “ODEIO!”

Entrevistador: “Você foi no show da Madonna?”

Candidato: “Credo! Odeio Madonna!”

Entrevistador: “Você quer sair pra tomar um café?”

Candidato: “ODEIO CAFÉ! DÁ ÚLCERA!”

Entrevistador: “Você quer ir tomar no olho do seu **?”

Ou você achou que a conversa terminaria de outra maneira?

Radicalismos positivos também não ajudam. Amar demais alguma coisa, tipo “ahhhh, eu vou na balada, sou o primeiro a entrar, conheço todo mundo lá dentro, beijo todo mundo e sou o ÚLTIMO a sair!” não soa tão legal quanto parece.

8) Não peça o impossível (ou extremamente difícil). Não exija namoro a distância, não exija memória de elefante para todas as datas e gostos, nem exija que parem de fumar ou que se mudem porque você quer. Existem serem humanos que moram longe que pedem e imploram pra você ir na casa deles AGORA, ou pra sair pra um lugar longe, ou qualquer outra coisa que só se pede para quem você já está namorando faz tempo e olhe lá. Exagere no pedido e o outro já vai pedir a conta pra ir embora.

9) Não seja adiantadinho(a). Não queira casar amanhã ou já namorar sério no segundo dia. Pessoas que comemoram “aniversário” quando o namoro completa uma semana ou um mês têm sérios problemas psicológicos e lingüísticos, porque “aniversário” vem da palavra “ano” e não “mês”. Não se coloca a carroça na frente dos bois. É claro que gente lerda também irrita, tipo dois meses depois você ainda não conseguir marcar algo pra sair é complicado, mas deixe as coisas acontecerem e não cobre nada. Tudo tem hora certa e você precisa aprender a perceber isso.

10) Seja quem você realmente é, mas tenha noção de limite. Dois grandes problemas nesse tópico são pessoas que querem ser algo que elas não são, como dizer que fizeram viagens que não fizeram, que são tão importantes quanto não são, entre outras pérolas. Tem casos em que juram que são tão importantes quanto um membro da Academia Brasileira de Letras e quando você vai ver, ainda está tentando se formar no supletivo há uns quatro anos. Já a questão do limite é que as pessoas adoram dizer o quanto elas já passaram, suas experiências, e que com isso elas aprenderam a ser mais: chatas, intolerantes, egoístas, insensíveis, nada versáteis. Não contentes, elas ainda querem que VOCÊ se adapte a elas e não o contrário, porque elas aprenderam que não devem fazer a vontade dos outros porque eles sempre se dão mal. É, piazinhos, assim a coisa fica complicada.

Relacionamento geralmente deve ser algo em que os dois combinam em alguns aspectos e se diferenciam em outros. Enquanto as pessoas não ficarem mais tolerantes e com mais senso do que falam, a coisa não vai pra frente. Eu realmente espero e rezo para que as pessoas aprendam a utilizar a internet de uma maneira mais construtiva, como ler sobre gramática e escrever menos asneira ou no mínimo acompanhar algum noticiário que não seja fofoca de artista, para que assim eu possa finalizar a minha lista de gafes virtuais e ter uma conversa normal. A net ajuda muita coisa na vida dos usuários, eles só precisam aprender que ela é uma ferramenta e não a base de toda a sua vida. Se for pra ficar com uma pessoa dessas, eu namoro com o meu PC que eu fico na vantagem, pois ele é como eu quero, fica onde eu quero,dorme do meu lado todas as noites e o mais importante, É MEU!

December 29

A novela, a vida alheia e em último caso, a vida própria.

Outro dia eu estava na casa de um amigo e estávamos jogando videogame. No meio da jogatina, a mãe dele vem e pede pra gente dar uma pequena pausa para ela poder assistir a novela. Claro que não me encomodei, desligamos e todos começaram a assistir e opinar sobre a narrativa que se desenvolvia. Quando tentaram me inserir na conversa, eu até tentei comentar aqui e alí, mas disse que não acompanhava a estória. Nisso, a senhora logo disse que durante este ano, como seu trabalho não foi tão corrio como nos anos anteriores, ela teve mais tempo de seguir as novelas. Até aí tudo parecia normal, mas foi durante os próximos assuntos que isso acabou me deixando um tanto curioso, pra não dizer outra palavra...

Resumindo muito o que acontecia (e que eu, muito astuto, observava e mentalmente anotava tudo), a trama mostrava o que os personagens faziam enquanto os telespectadores hiper entusiasmados (mas que juravam não serem tão ligados assim em novelas) ficavam tentando adivinhar o que ia acontecer. Era praticamente um enorme bolão, com várias alternativas e prêmios. Um exemplo foi uma cena em que uma senhora se escondia no banheiro e ouvia toda a verdade sobre outra personagem que estava enganando ela e que havia matado muita gente. Daí começaram:

 

Telespectador desocupado 1: "ela vai ter um ataque do coração e vai morrer, por causa da idade! Daí ninguém vai saber a verdade!"

Telespectador desocupado 2: "ela vai lá na polícia entregar essa vagaba aí! CERTEZA!"

Telespectador desocupado 1 novamente: "ahhh não, ela vai pedir perdão pras pessoas que tentaram dizer isso pra ela mas ela não acreditou!"

Telespectador desocupado 3: "se eu fosse aquela mulher eu matava a velha e continuaria o plano!"

Entre outras baboseiras que ouvi.

 

Após a novela fomos até a cozinha pegar algo pra beber. A mãe do meu amigo foi logo se desculpando pela bagunça que estava sobre a mesa e em cima da geladeira, dizendo "olha isso, que zona! Mas não teve como, não tive tempo de arrumar nada!" e eu não me aguentei, e sem intenção acabei deixando escapar um "ué, mas esse ano não foi super tranquilo pra você a ponto de você seguir as novelas e tudo mais?" Ela ficou meio sem graça mas acabou reagindo com uma gargalhada. Não foi por maldade, mas pisei no maior dos calos:

 

TODO MUNDO TEM UMA SOLUÇÃO PRA TUDO NA NOVELA, MAS NÃO CONSEGUEM RESOLVER OS MENORES PROBLEMAS DA SUA PRÓPRIA VIDA.

 

Faça o teste. Pergunte, durante a novela, o que eles fariam em cada caso, seja ele o mais absurdo possível. A resposta virá em segundos, praticamente como naqueles programas de entrevista, onde tem aquele "bate bola, jogo rápido":

Pergunta ao telespectador desocupado: e se ela tivesse matado aquela mulher?

Resposta astuta do telespectador desocupado: ela teria que cortar o corpo em pedacinhos e espalhar em lixos distribuídos em diversos cantos da cidade.

Pergunta ao telespectador desocupado: e se ela tivesse achado uma mala repleta de dinheiro?

Resposta astuta do telespectador desocupado: pegaria o dinheiro, deixaria a mala lá, compraria passagens e fugiria pra Europa.

Pergunta ao telespectador desocupado: e se ela precisasse matar a outra que agora sabe de tudo?

Resposta astuta do telespectador desocupado: é só misturar veneno na bebida da velha ou levar ela pra comer sashimi e dar um peixe venenoso "por engano".

 

Pois é, pra cada uma dessas eles têm uma resposta. Agora vamos para o lado da lado "vida real":

Eu pergunto: por que seu quarto está essa zona?

Assalariado que trabalha 6 horas por dia, que não cozinha, não limpa, não passa e ainda mora com os pais, mas que nas horas vagas vira telespectador desocupado: ahm... bom... é que esse ano foi tão corrido, então fui deixando, deixando, deixando...

Eu pergunto: se você tinha só 18 anos, por que não usou camisinha e evitou uma gravidez que deixaria sua vida tão mais complicada? E agora que tem filho, por que não cuida direito ao invés de deixar com a sua mãe, já que você agora você já tem 26 anos?

Desempregada, com cabelos perfeitamente tingidos, unhas perfeitas, corpo escultural e nada pra fazer o dia todo: ah... mas é que é tão difícil... as coisas são tão difíceis... mas a gente tá tentando...

 

Seeeeei. Eu também estou tentando. Tentando compreender a mente humana que reclama do que os outros não fazem. Mas agora, façam a experiência e coloquem as pessoas pra comentar sobre o problemas DOS OUTROS:

Pergunte à desempregada de 26 anos com filho sobre a cozinha desarrumada: "ahh, muito simples. É só limpar de pouco em pouco durante os intervalos da novela e durante os horários em que ela está em casa mas a novela ainda não começou".

Pergunte à dona de casa noveleira sobre o assalariado folgado: "é só acordar mais cedo pra arrumar um pouco o quarto ou arrumar e manter um mínimo arrumado depois que volta do trabalho, afinal 6 horas de trabalho não matam ningúem".

Pergunte sobre a gravidez precoce para o assalariado: "se fosse eu, jamais teria deixado isso acontecer. Daria um jeito com camisinha, espermicida, qualquer coisa. Mas caso acontecesse, ia ficar um pouco mais responsável e cuidar do piolhinho".

 

Está comprovado! O problema dos outros é sempre mais fácil que os nossos próprios! Só falta as pessoas começarem a perceber isso e tentarem resolver as pequenas guerras civis dentro de casa antes de exigir mais dos que estão fora dela. Acham que é fácil ser técnico de futebol e ganhar todos os campeonatos? Ou ser político e ter que resolver um milhão de problemas de uma vez com todo mundo buzinando na sua cabeça e te acusando de coisas? Então sejam um. Só não vale chegar lá na hora e dizer que justamente esse time que você pegou é muito ruim ou o seu mandato coincidiu com a pior crise política de todas. Ou as pessoas aprendem a se contentar com o que tem ou apendem a fazer mais. É o ciclo da vida.

Uma vez uma amiga minha disse que o pai dela resolve tudo com duas frases:

1 - O que é que te impede?

2 - O que é que precisa?

Ou seja, se você possui condições de fazer alguma coisa (frase um), corra atrás do que precisa e realize-se (frase 2). Talvez esse país precise de mais pessoas como o pai dela. Vou sugerir que ele apresente palestras alguém naquele, bando de gente, tem que conseguir abosrver algum conhecimento desse homem genial!

December 22

Cyber-psicólogo, R$200,00 a hora. Aceito todos os cartões e Paypal!

Um dos grandes problemas que tive na hora de escolher um curso superior não era a falta de opção ou não saber o que eu poderia fazer pro resto a vida. No meu caso, o grande problema foi o excesso de opções. Optei por publicidade e propaganda porque adoro a área, é bem legal e ampla, mas ainda penso em cursar alguma outra nem que seja pra matar a vontade,e  a primeira coisa que eu faria seria um curso hiper aprofundado de psicologia. Continuem lendo pra entender o porquê.

Ultimamente existe uma grande "internetização" das coisas. Você pode fazer tudo por internet, comprar, vender, alugar, trocar, pedir, exigir, reclamar, conferir, entre outras coisas. Daí começou uma onda gigantesca de virtualizar coisas humanas. Isso inclui conversa, namoro, sexo e demais atividades. A última mania agora é o cyber-desabafo, onde as pessoas chegam pedindo ombro amigo, falam tudo, rasgam o verbo, pedem conselho (e reclamam dele), pedem ajuda, e quando tudo está da maneira que eles querem,dão tchau e desconectam. É prático, fácil e com resultados garantidos.

Seguindo a nova tendência, tive que criar uma nova lista de contatos no meu MSN para mover esses moderninhos para lá, tipo um cantinho do castigo. A questão é que ultimamente as pessoas só vêm falar comigo quando querem contar algo e pedir solução. É incrível como não se consegue mais conversar cobre um filme, um jogo, combinar lugares pra sair nem nada. Até cumprimentar está difícil, você fala "tudo bem?" e a pessoa responde "tudo péssimo!" querendo dizer "senta que lá vem a estória..."

Resumindo, eu virei uma espécie de psicólogo virtual. As pessoas entram na internet, me vêem online, ignoram o meu status (se estou ocupado, se estou morrendo ou qualquer outra coisa que eu tenha escrito alí) e contam tudo, perguntam tudo e exigem uma resposta/soução minha em um tempo cronometrado, senão chamam atenção, mandam emoticons exagerados e vários "???????!!!!!!??????!!!!!" e tudo mais no MSN. É praticamente um programa como aquele "Passa ou Repassa", a diferença é que independente da resposta eu levo torta na cara. Como se não fosse o suficiente, tenta desabafar algo com eles pra ver o que acontece. Qualquer coisa que você fala eles dão a primeira resposta idiota que qualquer um que não te conhece daria, já que eles não estão ali pra escutar, o monólogo deles é sempre mais interessante. Por exemplo, estão falando sobre um namoro que terminou, daí você fala que o seu casamento acabou e você perdeu tudo durante  processo da separação, foi exilado e agora mora na África num local onde sempre há conflitos por causa das guerras civis, e a pessoa não demora dois segundos e repsonde algo besta como "ah, junte dinheiro e se mude daí. Mas então, como eu falava, meu namoro acabou..." e continua com a novela.

O mais incrível é como as pessoas atribuem um alto valor às coisas que acontecem com elas. Um exemplo foi uma que veio dizendo "PRECISO FALAR COM VCCCCCCCC!!! É URGENTEEEEEEEEEEEEEEEE!!! URGENTÍSSIMOOOOOOOOOOOOOOO!!" Agora prestem atenção aos fatos que ela contou:

 

1) um dia ela ficou com um cara e fez... muitas coisas...

2) no dia seguinte ela ficou com outro cara e o fulaninho do dia anterior viu.

3) quando ela catou o fulaninho do dia 1, ela contou que ele lembrava um outro cara que ela conhecia, que era o tal do dia 2.

4) ela realmente ficou com o cara do dia 1 pensando no cara do dia 2.

 

Após escrever um alcorão de informações de uma maneira muito mais complicada que o esquema acima descrito, ela me pergunta:

 

1) você acha que ele vai achar que sou uma biscate?

Preciso responder? Próxima.

 

2) você acha que ele vai querer sair comigo de novo?

Qual alternativa ilustra a resposta para essa pergunta?

a) hummm... eu acho que não...

b) é bem provável que não...

c) se parar pra pensar, acho que ele vai querer sair com outra pessoa pra variar um pouco, igual você fez...

d) el esqueceu de te contar que você lembrava muito uma outra menina que ele conhecia, e agora ele vai sair com ela.

e) depois de ver a cena ele ficou abalado e optou pelo celibato... então ele não vai ficar com você de novo...

Deduziram a resposta? OK, next.

 

3) O pior é que esse cara conhece gente da turma que eu ando. Você acha que eu vou ficar falada?

Existe uma possibilidade. Mas depois de aprontar tudo isso, ficar falada é detalhe. Vá viver sua vida e pára de ligar pra tudo o que os outros falam. Se for pra ligar, então não apronte.

 

Então, o que acharam do meu trabalho como "cyber psicólogo"? Fácil? Simples? Óbvio demais? Talvez. Porém, as pessoas não aceitam esse tipo de resposta. Elas não conectaram para ouvir a verdade, elas querem uma fuga para um mundo fantástico idealizado, onde tudo o que você quer pode ser encontrado no Google e tudo o que você não deseja ouvir fica guardado na sua caixa de e-mails indesejados. Então tive que contornar com um "não fique assim" e alguns "é complicado... melhor deixar isso pra lá". Quando a poeira baixar eu converso certinho com a cidadã.

Por isso, se a minha carreira publicitária nao decolar e se eu não ganhar nenhum prêmio de literatura, qualquer que seja, eu vou me tornar psicólogo!! E não é a primeira vez que digo isso! Imaginem que beleza, um psicólogo virtual. você digita www.querodesabafarmassoumuitochatoeninguemmeescuta.com.br, entra na fila de espera que vai abrir numa janelinha de chat. Digita o número do seu cartão de crédito (futuramente aceitarei todos os cartões, Paypal, vale alimentação, vale transporte e até descontarei do fundo de garantia do paciente) e já fica informado que custa uns 200 reais a hora. Daí a pessoa fala, fala, fala e eu poderei ser super sincero, falar que ela não presta, que precisa aprender a ser gente, entre outros tipos de comentários, todos embasados pelo jargão "Freud explica", pois afinal de contas. Afinal, eu sou um profissional e posso falar na cara, além  de ser pago pra isso, então a pessoa até ficará feliz com o que eu disser. Depois é só marcar um "retorninho" e lá se vão 200 reais pra minha conta. Parece meio filho da mãe, mas tem fundamento.

O negócio é aproveitar essa oportunidade pra fazer um "business", ainda mais nos tempos de crise. É claro que muita gente ia querer uma primeira consulta de graça, e eu daria com toda a alegria do mundo. Daí é só deixar aquele gostinho de "final de novela das 8 (que começa às 9)", que no clímax você corta e fala "ou paga a próxima consulta ou fique com essa dúvida eternamente". Isso traria muita paz para o meu MSN e as conversas com amigo se tornariam muito mais agradáveis, já que não seriam mais monólogos. Certas vezes precisamos tomar algumas atitudes para poder ter um pouco de sossego.

Portanto, da próxima vez que vocês forem falar com alguém e desabafar sobre algo, reflitam sobre os seguintes pontos:

1) você provavelmente sabe a resposta da pergunta que você quer fazer;

2) pense se o que aconteceu com você é realmente grave e se a pessoa para a qual você está contando isso não passou ou está passando por uma barra maior que a sua;

3) existe uma grande diferença entre pedir conselho (onde você ouve o que realmente precisa) e ouvir o que quer (quando você nega as soluções que a pessoa propõe ate ela dizer a soução que vcê queria ouvir);

4) pense se você realmente quer ouvir a resposta das suas perguntas;

5) você já fez algo para resolver a situação ou realmente pretende fazer? Porque se for pra reclamar e chorar no ombro do amigo só pra fazer drama, crie um blog com um título sugestivo como "ninguém me ama, ninguém me quer" e poste tudo isso lá para quem quiser ler. Não castigue o seu amigo se ele não fez nada contra você;

6) e a última, mas mais importante: a diferença entre um amigo desabafando e um mala não é grande. Cuidado para não virar um container na vida do ouvinte.

 

Depois de ouvir várias vezes que tenho cara de "estudante de medicina da USP", talvez psicologia seja o meu destino. Bom, o que tiver que ser, será! Por enquanto sou um mero escritor de blog que espera cometários para seus textos e, futuramente, um nobel da literatura digital.

October 13

Habilidades: PORTUGUÊS BRASILEIRO TRADICIONAL FLUENTE!

Neste final de semana eu causei polêmica na aula de mandarim. Isso aconteceu por causa de três fatores que me revoltaram:

1) A notícia de que há dois milhões de analfabetos nas escolas brasileiras;
2) As novas "regras" de português que excluem acentuações e coisas que estudamos por anos para poder aperfeiçoar;
3) O que eu ouvi na aula de mandarim que foi REVOLTANTE.

Parece pouco, mas explicarei.

Bom, a parte da notícia dos dois milhões de analfabetos nas escolas me deixa puto porque significa que até esse país crescer vai demorar. Pessoa burra só serve prbalhar em franquias de fast-food, e como são semi-analfabetos, sempre erram seu pedido, principalemnte quando você pede "sem picles" e eles não sabem o que é picles, o que é alface, o que tomate, pois só sabem que tudo aquilo lá é "verdura", isso se souberem escrever "verdura".

A parte das novas regras me deixa puto porque se você não sabe, aprenda. Tem livrinho de gramática em qualquer banca de jornal por 5 reais e programa de TV do professor Pasquali. Já a terceira parte, não deu pra segurar... explodi... mas explodi suavemente...

A professora de mandarim é super legal, brasileira que aprendeu mandarim fazia 4 anos e estava ali de boa vontade ensinando e tal. PORÉMMMM.... na última aula ela começou a falar do mandarim simplificado. História verídica que minha amgia chinesa, de 17 anos, me contou e faz total sentido. Mao Tsé Tung, preocupado com io analfabetismo e essas coisas do país, resolveu implantar a "revolução cultural", que foi quando foram criados os ideogramas simplificados. Ou seja, se você não sabe escrever certo com os 10 traços, faça um "equivalente" de 3 traços e tá tudo lindo. Isso fez com que o analfabetismo caísse de 60% para 4%. Mas até onde eles realmente aprenderam a escrever?? Até onde isso pode ser elvado??? Enfim, Shin (minha amiga) disse que "chinês que é chinês escreve tradicional", ou seja, se você se matou a vida toda estudando os traço por traço, como manda a tradição, você não ker matar metade da sua educação porque os outros não quiseram. Se não tinham dinheiro, beleza. Aprenda o simplificado, ganhe alguma coisa, ESTUDE O TRADICIONAL e continue a vida. Mas não, as pessoas se acomodam.

A coisa ficou preta quando ela disse "e vocês sabem por que eles simplificaram os ideogramassss? =D" e eu, pra ser um aluno suuper interesasdo e participativo, respondi "para diminuir o análfabetismo." Silêncio... Caras de bunda... daí, a professora tenta consertar "nãooo, não é sso.. foi pra simplificar, ficar mais fácil mesmo!!!!". Ah, não... antes tentasse falar algo tipo "então usamos o simplificado para aprender, mas depois aprendemos o tradicional quando estamos mais acostumados!!" mas não minta para os alunos. É feio. Depios que deixei a bonita desconsertada, fiquei quieto, mas ela não. Dalí pra frente, ela chamaria eu e as minhas amigas próximas de "aquele grupo ali do fundo, que não pára de conversar!!", mas de raiva, todas as perguntas que ela fazia eu respondia em menos de 1 segundo (perguntas de como dizer algo em chninês) e eu sempre acertava. Quero ver agora quem é o grupo que só conversa.

Por essas e outras, meus amigos, que agora escrevo no meu curróculo assim:
IDIOMAS: PORTUGUÊS BRASILEIRO TRADICIONAL FLUENTE/NATIVO!!
Porque agora eu QUERO ser um qualquer na multidão, já que ultimamente as pessoas que são apontadas ou que saem nos jornais não são as mais inteligentes ou com grandes feitos, e sim as mais burras que fizeram as maiores burradas. A imprensa virou um enorme livro de piadas e eu não quiero ser o "Joãozinho" da próxima.
September 15

A idade aumenta, a paciência diminui.

Muitas pessoas não gostam de aniversário. Eu até gosto. Cada ano menos, mas ainda gosto. O problema com a idade, no meu caso, ainda não é a preocupação com a velhice, pois ainda não tenho síndromes como "vou morrer solteiro" ou "rugas, dores nas costas e nas pernas", o que me persegue a cada primavera que passa é a falta de paciência.
Falando assim nem parece ser o armagedon que esse sentimento é. Algumas vezes eu paro e observo o que pensei de alguma situação, e concluo que talvez eu simplesmente esteja ficando ranzinza. Claro, isso não é algo total e talvez não seja permanente, eu ainda tenho toda a paciência do muuuundo para explicar uma tarefa ou dúvidas de gramática. Mas antes de eu falar por horas e mais horas, vamos dar exemplos que talvez a coisa fique mais clara.

1) Amores e desilusões... dos outros.
Esse é o primeiro e talvez o mais grave deles. Amores, mas principalmente desilusões alheias. Quando alguém vem me contar que está apaixonado ( ou apaixonada, leiam do jeito que preferirem, porque não vou por "(a)" do lado de cada um dos termos por questão de preguiça mesmo), que quer sair com a pessoa, aqueles primeiros flertes... acho o máximo. Se ficar um mês demorando pra dizer algo pro grande amor da vida dela, já começa a me deixar nervoso. Claro, não posso deixar de ressaltar que os amigos amiiiiiiiigos mesmo, os que eu tenho na lista de 7 favoritos, podem falar disso e tudo mais o quanto quiserem que não me cansa, mas muitas pessoas que conheço se "auto-listam" nessa lista. Enfim, até aí AINDA é suportável. O duro é quando o cidadão tem uma desilusão... aí, meus queridos, agüenta coração...
Já tive a fase de terminar namoro, choramingar pelos cantos, recordar cada vírgula e cada frase e pensar "porquê??!! PORQUÊEEEE??!!!" para ver se achava onde deu errado e alugar ombros amigos para me desidratar de tanto pressionar as glândulas lacrimais e limpar o olho por dentro. Mas naquele tempo eu podia. O duro são os marmanjos e mocinhas de 28, 30 e daí pra frente fazerem a mesma coisa. Uma mocinha de 17, 18 anos fazendo isso é entendível. Uma de 35 é ridículo. Primeiro porque dizem que pessoas de 30 anos ou mais são "maduros", e qualquer pessoa madura sabe que sai um, entra outro. Eu mesmo já to mais ou menos nessa fase. Não tenho paciência com ex, não converso, não fico relembrando coisas que já foram. Guardo bons momentos, lições, etc, e tá ótimo, bola pra frente. Agora tenho um período útil de 48 horas de tristeza e o restante é de volta à caça. Um exemplo disso, releiam meu primeiro post nesse blog. Na época eu estava namorando, fiquei escrevendo todo feliz, feito bobo. Um mês depois disso, o namoro acabou. Vocês acham que eu fiquei meses me interrogando o motivo? Tá, fiquei, mas depois disso, nos namoros subsequentes, não aconteceu mais. Isso porque eu até tive a chance de perguntar o porquê da coisa ter acabado, mas preferi deixar como estava. Como diz um bom e velho amigo meu, "não adianta chutar cachorro morto".
Mais uma coisa que me cansa é gente que vê que a coisa não vai funcionar e fica me fazendo perguntas que eu não sei responder e o pior, pedindo soluções para o caso. Daí a pessoa te põe na forca, porque se o conselho que você der não resolver o assunto, você se sente culpado pelo término e praticamente obrigado a ser o ombro que acalentará as lágrimas. Já no caso de algo que já vai acabar, você ouve aqueles "ele está afim de outra!", que daí aumenta para um "ela é linda, loira, de olhos azuis e magra, e tem 20 anos", e vai para o "já brigávamos muito fazia tempo...". Agora me digam, qual dessas coisas a pessoa quer recuperar???

a) o namoro, pois ela amava brigar com eles todos os finais de semana, dar tapinhas de amor e depois limpar o sangue da paixão que saiu de sua boca espalhando-se pelo carpete da sala...
b) a loira, pois ela sempre quis ser loira e isso desenvolveu uma síndrome lésbica, querendo o objeto de desejo do seu atual "amado"...
c) nenhum dos dois, ela quer mesmo é ganhar a competição com a loira e com o namorado, sendo ELA quem vai arranjar outro e dar o pé.
d) nenhum dos dois, ela só quer mesmo continuar coçando a bunda e tendo sexo no final de semana, pois ela não tá no pique de voltar a frequentar balada e barzinho para ver se arranja alguém de novo. Do jeito que tá não tá bom, mas tá pronto e tá fácil.

Por motivos óbvios, eu ficaria entre a C e a D. Votem nos comentários.

Já a parte das adivinhações vem com perguntas como "ai, ele não aguenta mais a minha cara e falou pra eu esquecer ele pra sempre. Você acha que ele tá com outra?". Aí você faz aquela de cara de "não sei. Talvez sim ou talvez o relacionamento já tenha se desgast..." *interrompe* "mas você acha que se eu aparecer pelada na frente da casa dele dizendo que quero sexo 24 horas por dia 7 dias por semana ele vai querer voltar pra mim?" cara de espanto minha, tentando responder "bom, olha, eu nunca fui pra cama com você então não sei, mas qua.." *interrompe* "então quer dizer que homem não gosta só de sexo? Mas me fala..." - e por aí segue... como se eu fosse o namorado dela, ou como se eu tivesse um oráculo para poder saber o que vai acontecer com ele ou com ela, isso porque eu nem conheci o cidadão, mas se eu fosse ele e ela me enchesse de pergunta igual esta fazendo agora, eu teria excelentes motivos pra mandar ela e o tal "namoro" irem passear no bosque.

2) Tudo é tãããão difícil...
Outra coisa que não dá mais pra ouvir é o quanto as coisas são difíceis. A pessoa tem que aprender inglês: "ah, inglês é tão difícil...". A pessoa tem que andar 3 quadras: "ah.. é tão longe..." e por aí vai. As pessoas têm que aprender que nada na vida é fácil, e ainda assim todo mundo se vira e não é reclamando que se resolvem as coisas. Claro que sou a favor da reclamação. Acho que a reclamação serve para sabermos onde está cada erro e corrigirmos, mas não para dar desculpa de algo que temos que fazer. Um exemplo disso são as áreas para cadeira de rodas em ônibus, metrô e etc. Eles ficam reclamando que não têm o corpo perfeitinho e exigem serem transportados de lá pra cá no colo? Não. Eles pegam elevador, sobem rampas e se viram, mas chegam lá.
Outro puta exemplo que eu vi foi uma novelinha japa. A menina desenvolve uma doença rara que degenera o cerebelo e ela vai perdendo os movimentos, a fala, tudo, mas ainda fica consciente, ou seja, ela não pode fazer nada a não ser esperar a morte, anda de cadeira de rodas e tudo, mas ela entende tudo à sua volta perfeitamente e isso a faz sentir uma retardada por não poder fazer o que ela podia antes. Ainda assim, ela andou enquanto pôde, jogou basquete, escreveu um diário, leu livros. Em momento algum ela falou "ai... ir até a esquina a pé é tão difícil..." isso porque ela pegou a doença com 15 anos e teve que abandonar a escola que ela tanto se esforçou pra entrar. E nós, lindos, maravilhosos e andantes, não temos direito nenhum de reclamar que é difícil. Você ainda tem 2 braços, 2 pernas, 2 olhos que lêem  1 boca que fala? Então você pode. Pare de ser vagabundo e vá atrás das coisas. Seja trabalho, estudo ou namoro. Reclamar no meu ouvido só é para quem quer ouvir a verdade ou ter uma ajudinha, não espere que nem eu nem outro amigo venham fingir que vão "ajudar" e "resolver" sua situação. Ninguém é melhor que ninguém, todo mundo é ansioso e inseguro, alguns demonstram mais que outros; e todo mundo é louco, a diferença é o grau.

3) Cabeça dura, arrogância e síndrome do "eu sei de tudo".
Mais um item composto. Vamos por partes. Pessoas que têm cabeça dura me irritam. Elas não querem ouvir e eu já sei que vai dar errado, tento explicar o porque, e mesmo que a pessoa não queira aceitar, existem diversas maneiras de dizer isso sem ser xarope e a maioria não consegue. É difícil explicar, mas dá pra saber quando a pessoa TEM que passar por aquilo e quanto ela pode ouvir as outras. Em relacionamentos, cada pessoa tem que passar pelos bons e maus momentos. Já se a pessoa quer pular do 8º andar do prédio, virar 5 mortais e cair na fonte para ver se entra no cirque du soleil, você avisa que não dá certo, dá conselhos de onde ela pode fazer isso com segurança, mas não adianta. É daí que vem a frase "dar com a cabeça na parede" ou "dar com os burros n'água". No caso específico do exemplo, seria "dar com a cabeça n'água", ou no concreto da fonte. Já com a arrogância, que seria aquela pessoa que acha que está certa e ponto final, o caso é parecido, mas é pior. Além de não aceitar o conselho, ela ainda dá uma de gostosa e tira você. Antigamente eu só achava isso ridículo. Atualmente eu sou capaz de voar no pescoço da criatura. A arrogância é parecida com a síndrome do "eu sei de tudo", a diferença é que a "eu sei de tudo" não é tão chata, mas tem a mania de completar tudo o que você fala. Você se sente num quiz onde cada pergunta deve valer uns 999.999,999 de dólares, porque não passa UMA frase sem o cidadão completar, e as vezes ainda completa errado, isso sem falar quando ainda quer dar respaldo científico pra resposta. Exemplo, você vai falar que 1+1 é *o outro ja responde* "DOIS!!! DOIS!!!". Não contente, às vezes reponde que é 3, e fica falando "mas eu li numa revista científica que dependendo da massa e da pressão atmosférica naquele determinado ponto onde você pegou essa laranja, essas duas que você pegou podem ter o peso de três laranjas". Não interessa, eu to falando que peguei UMA depois peguei mais UMA, então são duas, e eu não estou no topo do Everest nem na lua para isso ter um valor diferente.

Fora isso, minha tolerância a pessoas falsas, mentirosas e principalmente folgadas que passam perna nas outras aumenta a cada ano, e só não explicarei o caso ou exemplo de cada uma agora senão o posto vai triplicar de tamanho. Se eu fosse presidente, eu mandava prender e dava pena de serviço social por 90 anos, limpando rua, ajudando pessoas sem renda, reformando a cidade de São Paulo inteira trabalhando como pedreiro. Quem sabe a pessoa aprende.

Ás vezes eu penso que devo virar psicólogo. As pessoas me vêem e mesmo sem me conhecer, talvez pelo meu visual "fala que eu te escuto", começam a conversar comigo e contar a vida toda, esperando conselhos. Uma vez peguei um ônibus da minha cidade natal até a metrópole, e veja bem, são 5 horas de viagem, e nisso uma senhora sentou do meu lado. Começou a puxar conversa e tal, não deu 5 minutos, começou a dizer que o marido havia traído ela (detalhe, ela tinha uns 45 anos) com uma de vinte, magra e aquelas qualidades todas. Não contente, começou a chorar falando que estava indo pra São Paulo nos forrós da vida para ver se esquecia o cara. Até aí, ponto pra ela, ela está fazendo algo, o fogo é que ela me conhecia a dois minutos e eu não queria dar um tom de novela mexicana pra minha viagem, e de graça ainda por cima. Como se não fosse o bastante, me perguntou onde ficavam os forrós e lugares que ela deveria ir, e eu não soube responder porque ainda não tenho 45 e nem fui traído no casamento. É difícil as pessoas se abrirem umas com as outras, não sei porque que pra mim a coisa parece que fica mais fácil... Na verdade, eu não poderia ser psicólogo, pois eu pegaria o caderno capa dura de anotações na mão e desceria o cacete no paciente para ver se ele toma jeito. Ainda sou adepto da antiga educação, muita gente precisa apanhar pra deixar de ser fresca, e isso é fato.

Mas para encerrar pelo menos por hoje, gostaria de deixar algumas idéias. A idade não tem tanto peso assim. Não importa se você tem 35. Você já terminou antes e sabe que não se arranja um substituto em uma semana, então pare de chorar e vá atrás de outra pessoa. Segundo, pare de querer manter o que não está dando certo. Se não está dando certo agora, depois só vai piorar. Parem de ficar me perguntando o que fazer e arrisquem. Não tem essa de passar a idade de arriscar, você só não tem idade pra tentar de novo quando a idade chegar num ponto que você precise andar de andador ou cadeira de rodas, cheio de doenças como artrite, artrose, osteoporose e tal. Essa é a época quando você deve tentar médicos, remédios e fisioterapia. Aceitem opiniões mas discutam elas. E principalmente: A P R E N D A M. Cometer o mesmo erro duas vezes é burrice, e eu não aguento mais ver gente fazendo a mesma cagada duas vezes e vindo reclamar do que aconteceu.

TENTEM MAIS
ARRISQUEM MAIS
LIGUEM MAIS VEZES PARA AQUELE NÚMERO QUE VOCÊS TANTO OLHAM NA AGENDA DO CELULAR
QUEBREM MAIS A CARA
RIAM MAIS
PERGUNTEM MAIS
DÊEM MAIS FORA
PERMITAM MAIS
RESOLVAM MAIS PROBLEMAS
SEJAM MENOS FRESCOS
PEÇAM MAIS DESCULPAS
PAREM DE APAGAR ORKUT E CONTROLEM SEUS IMPULSOS
PROCUREM MAIS MÉDICOS OU PSICÓLOGOS
FAÇAM MAIS ARTE NA COZINHA E NÃO LIGUE PRA SUJEIRA FEITA
QUEBREM MAIS OVOS NA CABEÇA DO AMIGO SEM RECLAMAR DO CHEIRO QUE FICA
LEIAM MAIS O MEU BLOG
COMENTEM MAIS
SEJAM FELIZES!! AEEEE!

Porque afinal, o post tem que acabar feliz, né? Tudibão pra vocês, leitores!! E comentem!!! RUMO AO NOBEL DA LITERATURA DIGITAL!



July 18

Estagiário não. SENHOR ESTAGIÁRIO pra você!

Estava eu na minha vida estilo "protagonista da novela das 8", onde todo dia alguém me ligava para marcar entrevistas (de estágio) e eu acabava indo nas que realmente me interessavam. Nisso uma empresa me ligou e eu fui para concorrer a uma super vaga de tradutor. Disseram q entraraim em contato após o feriado., mas passou-se o feriado, passou-se o pós feriado, passou tudo que tinha que passar e nada. Alguns dias depois, ligaram novamente, da mesma empresa. Perguntaram se eu já tinha ido fazer uma entrevista, e eu já tinha, dai me chamaram para uma segunda. Achei que eu estava na lsita de "repescagem", msa enfim, fui denovo. Chegando lá, começando a entrevista, Fábio (entrevistador) me diz que a vaga é na área de REDAÇÃO E CRIAÇÃO. Surpreso Pasmei.
COMO NINGUÉM ME AVISA QUE É DA ÁREA DE REDAÇÃO E CRIAÇÃO, MEU SONHO TOTAL DE CONSUMO?? Surpreso E eu nem tinha levado portifólio porque não faz muito sentido, ainda mais pra uma vaga de tradutor de relatórios...
Enfim, depois disso me disseram que a notificação seria dada até o final do dia. Dito e feito, 9 horas da noite ligaram... e marcaram uma terceira entrevista... mas desta vez, COM O CHEFÃO!!

A terceira entrevista foi a mais curta da minha vida. Foi basicamente o seguinte: "oi! você quer trablahar em que área?" e eu: "criação e redação". Aí ele chamou o cara do RH e eu estava contratado. Aliás, esse é um dos motivos pelos quais eu gosto do big big big boss (big big big boss = dono da empresa = Senhor Pietro), ele é:

Direto

Rápido

Fácil

Como todo chefe deve ser.
Parece até propaganda de banco ou de miojo.

O importante é que eu estava lá!! Sentado no PC de um cara que saiu da empresa havia pouco tempo e que diziam ser um pé no saco! No PC que demora cerca de 10 minutos pra iniciar!! Na máquina que prova que a era do 486 já se foi, porque ela é uma dessas!! SIM!!! Eu era um REDATOR ITMICO!!!! (ITMico í-tê-êmico = proletário contratado pela ITM, segndo o dicionário Fernandélio).

As primeiras semana sforam maravilhosas!! Eu não andava muito peo local ams me caiam trabalhos simples, isso porque os outros trabalhos já eram de campanhas que estavams endo finalizadas e não valia a pena ler 827364928734652983746 páginas de briefing pra fazer UM texto, então, chefinho (que na verdade não é chefe, é o redator mais experiente e ancião do local - tadiiiiiiiiinho! - que trabalha lá há 2 anos) me dizia pra fazer campanhas mais simples e isso basicamente reduzia meu trabalhoa  um ou dois textos por dia! WAHAHAHAHA!

Mas como tudo que é bom dura pouco, logo começaram a vir mais trabalhos. Não que isso seja ruim, mas diminui o tempo que eu usaria para fazer RP (relações públicas) com os outros ITMicos. Enfim, minha vida proletária começava de verdade... ou melhor, minha vida estagiária, porque a proletária já começou ano passado. XD

Bom, agora chega de post senão vocês ficam mal acostumados. Depois eu vou escrevendo o que acontece no dia a dia já que não pretendo fazer mais posts-bíblia e nem pretendo desITMzar tão cedo! XD

abraços aos meus seguidores, fãs e eleitores do meu trabalho para o Grammy do Blog e o Nobel, claaaro!



April 29

Entrevistas e entrevistas.

Nessa sexta feira fui acordado pelo telefone. Na verdade não foi exatamente pelo telefone, mas pela minha irmã me passando o telefone. Aí eu, saindo da minha tradicional ciesta, acordei, peguei o aparelho que transforma a voz da pessoa em corrente elétrica por um codificador, manda essa corrente por fio até em casa e por fim decodifica a corrente e retransforma em voz para eu ouvir aqui da minha cama, e disse: "ahmmm... alô?" e a moça "Fernando?" e eu "sou eu", e daí por diante...
Era do Nube, Núcleo Brasileiro de Estágios, me chamando para uma entrevista. Incrível como as pessoas realmente querem que eu trabalhe pra elas, porque era de um e-mail de oportunidade de estágio que eu tinha ignorado horas antes, em uma editora. Enfim, marcamos a entervista para segunda-feira, que foi ontem, as 17:30 da tarde.
Como eu varei noites fazend trabalhos da facul e estudando pra prova de segunda, já que o final de semana anterior não rendeu (porque eu estava convalescendo, e não gandaiando, tá, seus pervos?! XD) esse sábado e domingo foram o inferno na terra. Enfimmm, fiz a prova na seunda de manhã e cochilei até umas 3:30 quando cheguei em casa. Tomei banho, chequei o endereço e fui procurar no mapa onde ficava o local da entrevista. Eis o primeiro choque...
OK, não foi taaaanto choque assim, sempre me chamam pra trabalhar nas divisas da cidade mesmo, mas eu tinha que descer até o metro saúde e andar horrores (pelo mapa). Como eu ja estava em cima da hora, preferi pegar um taxi. Pra quê... Nem o taxista sabia o endereço!!!!! +_+ Mas deram umas direções pra ele depois de procurar num livrinho e 23 reais depois, cheguei ao local.
Por fora, uma casa comum, por dentro, uma casa comum reformada mas bem bonitinho, colorido. Cheguei e minutos depois uma moça me leva para uma salao nde aconteceria a tal entrevista. Chegaram, me disseram geral do rtabalho, e esse foi um segundo mini-choque. Não tinha nada de muiiiito editorial. E teria que fazer mini anúncios para uma revista de música. Sabe aquelas propagandas de "SHOW DO GIAN E GIOVANNI!!"? Então, coisas do tipo. MASSSSS, serviria como um primeiro estágio na parte de design. Prosseguindo a entrevista, mostrei alguns dos meus trabalhos pra elas (que sem querer me achar, acabaaaaaaaavam com a moral delas nos anunciozinhos), e detalhe, eu fui o único a levar um potifólio. Daí me disseram que tinha uma mini provinha pra fazer. Até aí, beleza...
Me deram um postalzinho e pediram pra fazer um anunciozinho dakilo. Normal. Abri o photoshop, colokei as dimensões e comecei todo feliz, até elas cortarem de vez minhas pernas no 3º grande choque... "A gente faz os anúncios todos em Corel..."





Surpreso






denovo:





Surpreso





mais uma vez pra frizar:





Surpreso




Deu vontade de dizer: "repete?"
Não acreditei... juro...
Para os leigos, Corel é um programa de VETORIZAÇÃO, ou seja, desenhar, fazer a coisas acontecer tipo massinha de modelar mesmo, e depois TRANSFORMAR ISSO EM FOTO E PASSAR PRA PHOTOSHOP. Esse é o ciclo de vida do Corel. A foto foooooooooooooooooto mesmo, se trabalha em photoshop. Por quê? Porque nele podemos cortar, redimensionar sem acabar com a imagem, aplicar transparência, modificar tamanho de td quanto é jeito, etc, etc e etc. Basicamente, TUDO. E ela quer em Corel??? Corel trata imagem como um bloco. Não dá pra mudar a cor de uma parte da imagem no corel, ele pintaria o "bloco" inteiro de vermelho, e não aquele detalhe que você quer. Porque ele nã abre a foto como foooto, ma sim como objeto. é um chaveirinho em cima da folha de papel, intacto. O que você pode fazer é rancar pedaçõs, aumentar e diminuir, só. E pra que que eles têm photoshop? "pra pegar alguma coisa do scanner". Eu quis morrer...
Não contentes, me deram 15 minutos pra fazer isso. Sem dizer que eu cheguei 5:10 na entrevista que era pra ser 5:30, e ainda asism me deram só 15 minutos. Dane-se. Estou eu fazendo a bagaça e de repente uma delas chega e fala "agora só escreve o texto, deixa assim e imprimi". E eu falei "oi?". Ela disse que já tnha mais uma candidata esperando lá fora e eu tinah que terminar logo. Eu tava na metade daquela joça. Não dá pra recortar direito, nao da pra fazer nada que preste com foto FOTO mesmo em corel com somente 15 minutos. Denovo, dane-se. Escrevi, imprimi e sai, puto. A parte boa foi que na saída escutei ela conversando com a próxima felizarda para o teste: "você trouxe um portifólio" e ela "aiii, não trouxe... sabe o que que é, é que meu pc quebrou..." aham, sei. Ponto pra mim.
Bom, saí da suuuuuuuuuper editora híper profissional e perguntei onde eu pegava onibus pra voltar para o lar doce lar. Já no meio do caminho, o celular tocoou, tocooou, eu atendi. Aí eu "alô?", e ela "Fernando?", já pensei "é hoje..." XD Mais uma cidadã havia encontrado meu currículo e me chamava pra entrevista, mas antes ela queria ver o curriculo completo e me passou um e-mail para enviar. Anotei e continuei meu caminho. Virei a direita, desci, desci, desci, desciii até parar em um lugar remoto, peguei o primeiro ônibus que estava escrito que parava em metrô e fui com fé. Em é, lotado, mas com fé. Cheguei no shopping Santa Cruz e voltei pra casa. Cheguei e dormi também. E nem abri o corel e casa, só de raiva. XD

Bommm, agora é ver o que dá. Será que alguém conseguiu ir pior que eu ou sair mais frustrado? Só o futuro dirá! XD

Bença à todos os leitores e devotos de que eu ganharei o Nobel! XD
January 29

Final de ano, final de projeto, final do estresse. PARTE II

Continuando a saga, apos os "pequenos" problemas ocorridos com o grupo decidimos dividir em 2 sub grupos, ou seja, o trabalho que era pra ser feito por 5 ou 6 seria feito por tres, porque eles teriam que ir atras do cliente deles, que era a avo de uma das integrantes, e nos teriamos que achar outro cliente e comecar do ZERO. Mas enfim, vamos a luta!!
Eu e minha amiga+amorzinho+unha e carne+confidente+etc Bruna fomos a luta!! colocamos roupas decentes e saimos batendo de portinha em portinha e ligando pra Deus e o mundo. Comecamos por algo bem peculiar... "Casa das Calcinhas"... Enfim, pegamos telefones de gerentes e tal. Algumas lojas eram escrotas, as pessoas nem deixavam  a gente termianr de falar e falavam "NAO". Ela nem sabe o que a gente quer e ja ta falando NAO?? E se eu quisesse dizer "oi! Sou um aluno da Universidade Anhembi Morumbi e resolvi te dar um milhao de dolares!" ??? Hein??? E ai??? Nao quer?? Entao beleza. Enfim, nossa ultiam tentativa, seguindo os instintos de Bruna, foi Charles' Dog, uma casa de hot dogs muito famosa em Sao Paulo onde poderiamos fazer bastante coisa ja que fazia tempo que nao atualizavam cardapios nem nada. Chegamos la e fomos falar com o tal do Charles.
Por incrivel que pareca, quando encontramos o Charles, seu nome nao era exatamente Charles... era Raimundo... quase a mesma coisa. afinal de contas todo Raimundo acaba ficando com o apelido de Charles, qualquer um sabe disso... Ou quase... Enfim, o fato eh que ele tinha vindo de Brasilia, abriu um carrinho de cachorro quente, foi crescendo, melhorando, e hoje, mais ou menos 10 anos depois, tem a melhro casa de dogs de Sao Paulo. Esse eh dos meussss!!!! Ele foi super legal, deixou a gente trabalhar com a empresa dele (com o projeto, e nao fazendo cachorros quentes, seus bobos), deu super apoio, etc e tal. Esse sim sabe o que eh crescer!! Vamos transformar a empresa dele num McDonalds brasileiro! Enfim, contratos assinados e voltamos ao conforto do lar.
Resumindo MUITO, durante os proximos meses nossas vidas seriam rodiadas pela desculpa totalmente verdadeira de "nao posso, preciso terminar uma coisa do projeto", "nao da, o projeto ta atrasado e preciso levar isso pra orientacao nesas terca" entre outros termos. O outro grupo que sobrou da divisao celular do grupo simplesmente desistiu do projeto e resolveu fazer prova escrita. Nos continuamos pelo caminho dos espinhos porque esse projeto eh exatamente o que faremos quando nos formar, entao ja queremos ter um gostinho das dificuldades futuras antes de eu comprar as empresas que eu pretendo comprar, e demitir todo mundo. WAHAHAHA! (que maldade...)
Depois disso, a pior fase do projeto foi quando uma das integrantes (nao a Bruna, a outra) comecoua  ter um caso com um cara do trabalho dela. Ate ai, tudo bem, alegria, saidas aos finais de semana, bla bla bla... o problema foi quando o cara comecou a enrolar ela. Simplificando, ele estav ficanod com ela ja fazia uns 3 meses e nada de "pedidos de namoro", e ela estava um tanto ansiosa quanto a isso... ou seja, toda vez que iamos fazer algo do trabalho, como por exemplo varar noites, eu e a Nani (vulgo Bruna) varavamos a noite fazendo e conversando no MSN, iamos tomar cafe da manha na faculdade e paquerar corpos que apssavam por ali, rundo feito bobos pela falta de sono, e a outra integrante diria "afffffe, nao dormi a noite inteira!!!" e a gente"por causa do trabalho??" e ela "nao, porque fiquei pensando nele a noite inteira...". Nao da, Brasil, realmente nao da...
O projeto entao foi finalizado por 2,1 pessoas, porque a terceira integrante se preocupava mais com o que o cidadao fazia do que com o andamento da nossa futura fonte de renda. Enfim, o projeto deu tudo certo e fizemos o melhor projeto da sala!!! EEEE!!! XD   super resumi a historia porque essa nao eh a parte que eu quero falar, eu quero falar da viagemmmm!!! =D
Proximo post eh sobre a viagem ja, porque nem to com paciencia de continuar escrevendo do projeto. Apesar de ter detalhes legais e coisas engracadas a dizer, preciso chegar a fatos mais recentes antes que eu tenha um momento Alzheimer. XD
 
Saludos aos leitores.
 
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